Nesta página
- O que faz um advogado de golpes e fraudes bancárias
- Empréstimo ou cartão contratado no seu nome
- Pix e transferências feitas sob golpe
- Conta invadida, WhatsApp clonado e troca de chip
- Conta bloqueada e saldo retido em banco digital ou plataforma
- Quando procurar um advogado
- O que fazer agora
- Documentos que ajudam
- Perguntas frequentes
- Conclusão
O que faz um advogado de golpes e fraudes bancárias
Quem cai em um golpe costuma ouvir duas coisas do banco: que a operação foi feita com senha e que, portanto, a culpa é do cliente. Às vezes é verdade. Muitas vezes não é. O trabalho do advogado nesses casos é olhar a operação por dentro — de onde partiu o acesso, se o dispositivo era conhecido, se a movimentação fugia do seu perfil, se o banco que recebeu o dinheiro abriu a conta de um laranja sem conferir nada — e separar o que foi descuido da vítima do que foi falha do sistema.
A atuação começa antes de qualquer processo. Pedir o MED do Pix no prazo, contestar formalmente o empréstimo, exigir por escrito o motivo de um bloqueio e preservar registros que as empresas apagam depois de alguns meses são medidas que, em muitos casos, definem o que será possível discutir depois. Quando a via administrativa não resolve, o caso segue para a Justiça, em regra com base no Código de Defesa do Consumidor.
O Bachin & Klein Advogados acompanha casos de todo o Brasil, com atendimento on-line e processo eletrônico. Cada situação é analisada a partir dos documentos: extratos, protocolos, conversas e o histórico da operação. Não há resposta pronta para golpe — o mesmo Pix pode ter desfechos diferentes conforme o que aconteceu antes e depois dele.
Caiu em golpe e o banco não resolve? Veja em três perguntas qual é o caminho.
Avaliação informativa: nada é enviado até você decidir. O resultado indica caminho e documentos — não é promessa de resultado.
SÚMULA 479 DO STJ
Bancos respondem por fraudes de terceiros ocorridas em operações bancárias
Não é garantia de ressarcimento: a instituição pode alegar culpa exclusiva da vítima. O resultado depende da prova do que aconteceu, e ela se perde rápido.
Falar com um advogadoEmpréstimo ou cartão contratado no seu nome
O aviso costuma chegar de forma indireta: um desconto estranho no benefício do INSS, uma parcela debitada na conta, uma fatura de cartão que você nunca pediu ou uma negativação descoberta na hora de financiar um carro. Por trás, há um contrato assinado por outra pessoa, muitas vezes com selfie, documento falso ou dados vazados.
A primeira providência é contestar o contrato por escrito e pedir cópia de tudo o que o banco usou para aprová-lo. Se o caso for à Justiça e você negar a assinatura, cabe em regra à instituição provar que ela é autêntica. Os descontos podem ser suspensos e o nome retirado dos cadastros, a depender da prova apresentada.
Guia completoEmpréstimo feito no meu nome: o que fazerPix e transferências feitas sob golpe
A ligação parece do banco, o número aparece como da agência, a pessoa sabe seu nome e seus últimos gastos. Ou é uma mensagem do “advogado” do seu processo pedindo o pagamento de custas para liberar um valor. Em poucos minutos, o dinheiro sai por Pix e cai em uma conta de laranja.
O caminho imediato é pedir a devolução pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) no seu banco e registrar boletim de ocorrência. Depois, avalia-se se houve falha dos bancos envolvidos — por exemplo, deixar passar operações muito fora do seu perfil ou abrir a conta do golpista sem conferência adequada.
Guia completoGolpe do Pix: o que fazer para tentar recuperar o dinheiroConta invadida, WhatsApp clonado e troca de chip
O celular fica sem sinal de repente, o WhatsApp pede um código que você não solicitou ou o aplicativo do banco avisa que um novo aparelho foi cadastrado. Enquanto você tenta entender, alguém já está pedindo dinheiro aos seus contatos ou fazendo transferências da sua conta.
Nesses casos, pode haver falha em mais de uma ponta: a operadora que transferiu seu número para outro chip, o banco que aceitou um aparelho novo sem verificação adicional, a plataforma que não bloqueou o acesso suspeito. O primeiro passo é retomar o controle e preservar os registros; depois, avaliar quem responde pelo prejuízo.
Guia completoConta invadida ou WhatsApp clonado: o que fazerConta bloqueada e saldo retido em banco digital ou plataforma
Um dia o aplicativo simplesmente avisa que a conta está bloqueada “por questões de segurança”. O saldo aparece, mas não pode ser movimentado. Em marketplaces, o vendedor vê as vendas do mês retidas sem prazo de liberação. Em redes sociais, o perfil usado para trabalhar some sem explicação.
Bancos digitais e plataformas podem bloquear contas em certas situações, como suspeita de fraude ou exigência legal. O que não podem é reter indefinidamente o dinheiro de quem não tem explicação para receber. O caminho começa pelo pedido formal do motivo e, se necessário, segue para a Justiça com pedido de liberação.
Guia completoConta bloqueada em banco digital ou plataforma: o que fazerQuando procurar um advogado
- O banco negou o ressarcimento dizendo que a culpa foi sua, sem examinar como a operação aconteceu
- O MED foi negado ou devolveu só uma parte do valor transferido
- Descontos de um empréstimo que você não fez continuam mesmo depois da contestação
- Seu saldo está retido há semanas em banco digital ou plataforma sem nenhuma explicação por escrito
O que fazer agora
Passo a passo
- Peça o MED do Pix no seu banco no mesmo dia;
- Registre boletim de ocorrência e anote cada protocolo;
- Salve prints, áudios, comprovantes e extratos sem apagar nada;
- Troque senhas e bloqueie cartões, limites e aparelhos suspeitos.
Documentos que ajudam
Para analisar um caso de golpe, os documentos mais úteis são o boletim de ocorrência, o comprovante de cada transferência com os dados do recebedor, o extrato dos últimos três meses (para mostrar qual era o seu perfil de movimentação), os protocolos de contestação e de ouvidoria, a resposta da instituição ao MED e os prints das conversas com o golpista, com o número de telefone visível. Em empréstimos fraudulentos, somam-se o relatório do Registrato e, se houver, o extrato de consignações do Meu INSS. Em bloqueios, as mensagens da plataforma e os pedidos de documentos que ela fez.
Perguntas frequentes
Todo golpe dá direito a ressarcimento pelo banco?
Não. A responsabilidade depende de haver falha de segurança ou de serviço. Quando a vítima entrega senha e códigos e faz as operações por conta própria, os bancos costumam alegar culpa exclusiva, e muitos tribunais aceitam esse argumento. Cada caso é examinado a partir da prova.
Vale a pena entrar na Justiça por um valor pequeno?
Depende do valor, dos documentos e dos custos envolvidos. Para quantias menores, o Juizado Especial Cível costuma ser o caminho mais simples. A análise prévia serve justamente para avaliar se a ação faz sentido.
Moro em outro estado. Vocês podem acompanhar o meu caso?
Sim. O escritório acompanha casos de todo o Brasil, com atendimento on-line e processo eletrônico.
Os golpistas podem ser encontrados e obrigados a devolver?
A investigação criminal cabe à polícia, e o boletim de ocorrência é o ponto de partida. Na esfera cível, é possível pedir aos bancos os dados dos titulares das contas que receberam o dinheiro, mas a devolução depende de haver patrimônio para alcançar.
O banco me ofereceu devolver metade. Devo aceitar?
Antes de aceitar, leia se o acordo contém quitação total, porque isso normalmente impede discutir o restante depois. Vale comparar a proposta com o que a prova do caso permite sustentar.
Quanto custa a análise do caso?
As condições são combinadas antes de qualquer contratação, depois de conhecer a situação e os documentos disponíveis.
Conclusão
Golpes financeiros deixam rastros: horário de acesso, aparelho usado, conta que recebeu o dinheiro, limite alterado no meio da madrugada. Esses rastros ficam com os bancos e as plataformas e, com o tempo, deixam de estar disponíveis. Agir cedo — MED, boletim, contestação escrita, pedido de preservação de registros — é o que permite, depois, discutir com base em fatos se houve falha do serviço. Se você passou por uma dessas situações, reúna o que tiver e procure uma avaliação individual do seu caso.
Conteúdo do Bachin & Klein Advogados, revisado por Waldir Alves Klein Junior (OAB/MG 94.311). Atualizado em setembro de 2026. Caráter informativo; não substitui a análise individual do caso. Como produzimos este conteúdo.