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BACHIN & KLEINADVOGADOS

Bancário e financiamentos

Advogado para contratos bancários e financiamentos

Revisão de financiamento de veículo e de imóvel, tarifas e seguros embutidos, defesa em busca e apreensão, imóvel financiado ameaçado de leilão e juros de cartão e cheque especial.

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Nesta página
  1. O que faz um advogado de bancário e financiamentos
  2. Revisão de financiamento de veículo
  3. Busca e apreensão de veículo
  4. Financiamento imobiliário: saldo devedor e risco de leilão
  5. Cartão de crédito, cheque especial e juros abusivos
  6. Quando procurar um advogado
  7. O que fazer agora
  8. Documentos que ajudam
  9. Perguntas frequentes
  10. Conclusão
Por Waldir Alves Klein Junior · OAB/MG 94.311 · atualizado em setembro de 2026Avaliar meu caso

O que faz um advogado de bancário e financiamentos

Quase ninguém lê um contrato de financiamento inteiro no dia da assinatura. O vendedor da loja resume em duas frases, a parcela cabe no bolso e o resto fica para depois. É justamente nesse resto que aparecem o seguro que você não pediu, a tarifa de avaliação de um carro que ninguém avaliou e a taxa de juros diferente da que foi anunciada.

O trabalho do advogado bancário começa pela leitura técnica do contrato e pelo confronto com o que os tribunais, especialmente o Superior Tribunal de Justiça, já decidiram sobre cada cobrança. Algumas tarifas são permitidas, outras não; juros altos nem sempre são ilegais, mas juros muito acima do mercado, sem justificativa, podem ser revistos. Separar uma coisa da outra é o que evita tanto o prejuízo quanto a ação sem fundamento.

Quando a situação já é de atraso, o foco muda: busca e apreensão do veículo, intimação do cartório para pagar a prestação do imóvel, cobrança judicial. Nesses casos os prazos são curtos e contados em dias. O escritório atua em todo o Brasil, com atendimento on-line e processo eletrônico, e a primeira providência é sempre a mesma: descobrir em que fase o caso está e quanto tempo resta.

O financiamento ficou mais caro do que o combinado? Veja em três perguntas qual é o caminho.

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Depois da apreensão, 5 dias para pagar e recuperar o veículo

O prazo conta da execução da liminar, e a defesa deve ser apresentada em 15 dias. No imóvel financiado, a intimação do cartório também dá só 15 dias para pagar.

Falar com um advogado

Revisão de financiamento de veículo

No financiamento de carro ou moto, o valor que você pega emprestado quase sempre é maior que o preço do veículo menos a entrada. A diferença costuma ser composta por IOF, tarifa de cadastro, tarifa de avaliação do bem, registro do contrato e, com frequência, um seguro prestamista incluído sem que o cliente tenha escolhido.

Parte dessas cobranças é permitida e parte pode ser questionada, a depender da data do contrato, de o serviço ter sido de fato prestado e de o seguro ter sido imposto. A revisão também pode alcançar juros muito acima da média de mercado da época e encargos de atraso cumulados de forma irregular.

Guia completoRevisão de financiamento de veículo: o que pode ser questionado

Busca e apreensão de veículo

Quando o carro é financiado com alienação fiduciária, o banco é o proprietário do veículo até a quitação. Com o atraso e a notificação do devedor, a instituição pode pedir ao juiz a busca e apreensão, e a liminar costuma ser concedida sem que o devedor seja ouvido antes.

Depois que o carro é recolhido, começam a correr prazos curtos: cinco dias para pagar a dívida e recuperar o bem e quinze dias para apresentar defesa. Conferir a notificação, o valor exigido e a regularidade do procedimento é trabalho para esses primeiros dias.

Guia completoBusca e apreensão de veículo: prazos, defesa e como recuperar o carro

Financiamento imobiliário: saldo devedor e risco de leilão

No financiamento imobiliário com alienação fiduciária, o atraso não leva o caso direto ao juiz. O banco pede ao cartório de registro de imóveis que intime o comprador a pagar em quinze dias. Se não houver pagamento, a propriedade é consolidada em nome do banco e o imóvel segue para leilão.

Antes disso, há quem pague em dia e veja o saldo devedor quase parado. Sistema de amortização, correção monetária, seguros obrigatórios e taxas mensais explicam boa parte dessa sensação, e alguns desses itens podem ser conferidos e questionados.

Guia completoFinanciamento imobiliário atrasado: prazos, leilão e saldo devedor

Cartão de crédito, cheque especial e juros abusivos

Rotativo do cartão e cheque especial estão entre as formas mais caras de crédito do país. Os juros altos, em si, não tornam a cobrança ilegal, mas existem regras específicas: o rotativo tem prazo para acabar, o cheque especial tem teto de juros para pessoas físicas e, desde 2024, o rotativo e o parcelamento da fatura têm limite total de encargos.

Quando o banco não apresenta o contrato ou não prova a taxa combinada, a cobrança costuma ser limitada à taxa média de mercado. Conferir as faturas e os extratos, mês a mês, é o que mostra se houve cobrança acima do permitido.

Guia completoJuros abusivos no cartão de crédito e no cheque especial

Quando procurar um advogado

  • O valor financiado ficou maior do que o combinado na loja ou há seguro que você não pediu
  • O carro foi apreendido ou chegou citação de busca e apreensão
  • Você recebeu intimação do cartório para pagar a prestação do imóvel em 15 dias
  • A dívida do cartão ou do cheque especial cresce mesmo com pagamentos mensais

O que fazer agora

Passo a passo

  1. Peça ao banco a cópia integral do contrato e a planilha do saldo;
  2. Reúna boletos, faturas e extratos dos pagamentos feitos;
  3. Anote a data de citação, apreensão ou intimação do cartório;
  4. Não pare de pagar nem entregue o bem sem orientação.

Documentos que ajudam

Para analisar um contrato bancário, o mais importante é o próprio contrato, com o quadro de valores e o custo efetivo total. Junto dele, separe os boletos ou extratos das parcelas pagas, o extrato de evolução do saldo devedor, faturas do cartão ou extratos da conta com os lançamentos de juros, e qualquer carta, notificação, intimação de cartório ou documento de processo que você tenha recebido. Se o banco não forneceu o contrato, guarde o protocolo do pedido, porque isso também é prova.

Perguntas frequentes

Dá para revisar contrato já quitado?

Em muitos casos, sim. O que se pede é a devolução do que foi cobrado indevidamente, dentro do prazo prescricional aplicável, que depende do tipo de cobrança.

Revisar o contrato me deixa negativado?

A ação, por si só, não gera negativação. Mas ela também não impede que o banco negative se as parcelas deixarem de ser pagas. Em casos específicos, é possível pedir ao juiz a suspensão.

Posso ficar com o carro durante a ação?

Depende da fase. Antes da apreensão, pagar em dia evita o problema. Depois dela, há cinco dias para pagar o saldo e recuperar o bem.

Todo juro alto é abusivo?

Não. Os bancos não têm o limite de 12% ao ano. A revisão exige demonstrar que a taxa ficou muito acima da média de mercado da época, sem justificativa.

O escritório atende contratos de outros estados?

Sim. O atendimento é on-line e os processos são eletrônicos, o que permite atuar em todo o Brasil.

O que levar na primeira conversa?

Contrato, comprovantes de pagamento, extrato do saldo e qualquer comunicação recebida do banco, do cartório ou da Justiça.

Conclusão

Contrato bancário se resolve com leitura atenta e conta bem feita. Algumas cobranças são legítimas e não adianta brigar por elas; outras, como tarifas vedadas, seguros impostos ou encargos acima dos limites, podem ser devolvidas ou recalculadas. Quando já existe atraso, o que decide o caso são os prazos curtos da busca e apreensão e da intimação do cartório. Buscar orientação cedo amplia as alternativas, seja para negociar, pagar ou se defender.

Conteúdo do Bachin & Klein Advogados, revisado por Waldir Alves Klein Junior (OAB/MG 94.311). Atualizado em setembro de 2026. Caráter informativo; não substitui a análise individual do caso. Como produzimos este conteúdo.

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