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BACHIN & KLEINADVOGADOS

Imóveis, leilões e regularização

Advogado para imóveis, leilões e regularização

Da leitura do edital antes do lance até a escritura no nome certo: leilão de imóvel, desocupação após o arremate, usucapião, adjudicação compulsória, REURB e distrato com construtora.

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Nesta página
  1. O que faz um advogado de imóveis, leilões e regularização
  2. Leilão de imóvel: o que analisar antes do lance
  3. Imóvel arrematado ocupado: imissão na posse
  4. Imóvel sem escritura: usucapião, adjudicação e REURB
  5. Atraso de obra e distrato na compra na planta
  6. Quando procurar um advogado
  7. O que fazer agora
  8. Documentos que ajudam
  9. Perguntas frequentes
  10. Conclusão
Por Waldir Alves Klein Junior · OAB/MG 94.311 · atualizado em setembro de 2026Avaliar meu caso

O que faz um advogado de imóveis, leilões e regularização

Um advogado de direito imobiliário trabalha em dois momentos da vida de um imóvel. O primeiro é antes do negócio: ler o edital de leilão, a matrícula, o processo que originou a venda e o contrato com a construtora, para que a pessoa saiba exatamente o que está comprando e quais custos virão depois. O segundo é quando o problema já apareceu: o imóvel arrematado continua ocupado, a casa foi paga há anos e nunca foi escriturada, a obra passou do prazo ou o comprador quer desfazer o contrato.

Imóvel de leilão costuma sair abaixo do valor de mercado justamente porque carrega riscos que não aparecem na foto do anúncio: moradores que não querem sair, dívidas de condomínio e IPTU, penhoras de outros credores, discussões no processo de execução. Boa parte desses riscos pode ser identificada com antecedência, e é mais barato descobrir antes do lance do que depois.

Do outro lado estão milhares de famílias que moram em imóvel que é delas na prática, mas não no papel: contrato de gaveta, herança nunca inventariada, lote comprado em loteamento sem registro. Hoje existem caminhos em cartório, como a usucapião extrajudicial e a adjudicação compulsória extrajudicial, e programas públicos como a REURB. O escritório atende em todo o Brasil, com atendimento on-line, por meio do processo eletrônico e dos cartórios que aceitam requerimentos à distância.

Vai arrematar, arrematou ou tem imóvel sem escritura? Veja em três perguntas qual é o caminho.

BACHIN & KLEIN Dúvidas? Sigiloso · LGPD

Avaliação informativa: nada é enviado até você decidir. O resultado indica caminho e documentos — não é promessa de resultado.

LEILÃO DE IMÓVEL · CPC E LEI 9.514/1997

O risco se decide antes do lance, não depois

Aceito o lance, as condições do edital passam a valer para o arrematante e os prazos para questionar a arrematação são curtos. A leitura do edital, da matrícula e do processo de origem é o que protege quem compra.

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Leilão de imóvel: o que analisar antes do lance

O preço baixo do leilão tem uma razão: quem arremata assume riscos que o vendedor comum não transferiria. Imóvel ocupado, condomínio atrasado, penhoras, ação discutindo a própria execução. Cada um desses pontos está escrito em algum lugar, seja no edital, na matrícula ou nos autos, e precisa ser lido antes do lance.

A análise muda conforme o tipo de leilão. No judicial, o que importa é o processo de execução e as regras do Código de Processo Civil. No extrajudicial, como os da Caixa e de outros bancos, o imóvel foi retomado por falta de pagamento do financiamento, e a lei que rege é a da alienação fiduciária.

Guia completoLeilão de imóvel: cuidados antes de dar o lance

Imóvel arrematado ocupado: imissão na posse

Arrematar e não conseguir entrar é uma das situações mais frustrantes do leilão. O antigo proprietário continua lá, às vezes um inquilino, às vezes um parente. Trocar a fechadura por conta própria não é o caminho: a entrada no imóvel se faz por meio da imissão na posse, com ordem judicial.

O procedimento muda conforme o leilão foi judicial ou extrajudicial, e conforme quem ocupa. No judicial, o pedido é feito no próprio processo da arrematação. No extrajudicial, há ação específica prevista na lei da alienação fiduciária, com possibilidade de ordem liminar de desocupação.

Guia completoImóvel arrematado ocupado: como conseguir a desocupação

Imóvel sem escritura: usucapião, adjudicação e REURB

Contrato de gaveta, herança nunca inventariada, lote comprado em loteamento irregular: há muitas razões para uma família morar em um imóvel que não está no seu nome. O problema aparece na hora de vender, financiar, fazer inventário ou simplesmente dormir tranquilo.

A solução depende da origem. Quem comprou e pagou pode usar a adjudicação compulsória, hoje possível também em cartório. Quem tem posse longa pode buscar a usucapião, judicial ou extrajudicial. E quando o problema é o bairro inteiro, a REURB, feita com o município, costuma ser o caminho.

Guia completoImóvel sem escritura: usucapião, adjudicação compulsória e REURB

Atraso de obra e distrato na compra na planta

A compra na planta envolve anos de pagamentos antes das chaves, e dois problemas aparecem com frequência: a obra que não fica pronta no prazo e o comprador que, por perda de renda ou mudança de planos, não consegue ou não quer mais seguir com o contrato.

A Lei 13.786/2018 organizou essas duas situações, com regras sobre prazo de tolerância, multa por atraso e percentual que a construtora pode reter no distrato. Os contratos anteriores a essa lei seguem, em regra, a orientação que os tribunais já aplicavam antes dela.

Guia completoAtraso na entrega do imóvel e distrato na compra na planta

Quando procurar um advogado

  • Você pretende arrematar um imóvel em leilão e quer conhecer os riscos antes do lance
  • Arrematou e o imóvel continua ocupado pelo antigo dono, por inquilino ou por terceiros
  • Comprou por contrato de gaveta, pagou tudo e não consegue a escritura
  • A obra atrasou além da tolerância ou a construtora propôs um distrato que você não entende

O que fazer agora

Passo a passo

  1. Peça a matrícula atualizada no Registro de Imóveis;
  2. Leia o edital inteiro, inclusive os anexos sobre débitos e ocupação;
  3. Solicite a declaração de débitos de IPTU e condomínio antes de decidir;
  4. Não assine distrato com quitação geral sem conferir cada desconto.

Documentos que ajudam

Para leilão, os documentos centrais são o edital com anexos, a matrícula atualizada e o número do processo de origem, se for judicial. Para regularização, reúna o contrato de compra ou as cessões, recibos e comprovantes de pagamento, carnês de IPTU, contas de consumo antigas e a certidão do imóvel no cartório. Em compra na planta, separe o contrato, o extrato de pagamentos da construtora e todas as comunicações sobre prazo de entrega.

Perguntas frequentes

Vale contratar análise jurídica antes do lance?

É a etapa que mais protege o arrematante. Depois do lance, as condições do edital já foram aceitas e as saídas ficam limitadas e, em regra, custosas.

Quem paga o condomínio atrasado do imóvel arrematado?

Depende do tipo de leilão e do que o edital previu. No leilão de bancos, é comum o edital atribuir essa dívida ao comprador, por isso ela deve entrar na conta antes do lance.

Usucapião só se faz pela Justiça?

Não. A usucapião extrajudicial, feita no Registro de Imóveis com assistência de advogado, resolve muitos casos com documentação em ordem e sem disputa com o dono registral.

Herdei um imóvel que ainda está em nome dos meus avós. Isso é usucapião?

Em regra, o caminho para herdeiros é o inventário, que em muitos casos pode ser feito em cartório quando os herdeiros estão de acordo. A usucapião entra em situações específicas, analisadas caso a caso.

A obra atrasou. Tenho direito a quê?

Passado o prazo de tolerância, a lei permite desfazer o contrato com devolução e multa ou manter o contrato com indenização mensal. A escolha depende do contrato e do que você pretende fazer com o imóvel.

O escritório atende casos de imóveis em outros estados?

Sim. Os processos são eletrônicos e muitos cartórios recebem requerimentos por meio digital, o que permite acompanhar casos em todo o Brasil.

Conclusão

Imóvel é, para a maioria das famílias, o maior patrimônio de uma vida, e os problemas que o envolvem raramente se resolvem sozinhos. Seja para arrematar com segurança, entrar no imóvel comprado em leilão, colocar a casa no próprio nome ou sair de um contrato na planta sem perder mais do que a lei permite, o ponto de partida é o mesmo: ler os documentos com atenção e escolher o caminho adequado antes de agir.

Conteúdo do Bachin & Klein Advogados, revisado por Waldir Alves Klein Junior (OAB/MG 94.311). Atualizado em setembro de 2026. Caráter informativo; não substitui a análise individual do caso. Como produzimos este conteúdo.

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